Adeus às fraldas

Ano passado, quando Lara completou 2 anos, a pediatra achou que deveríamos ir tentando o desfralde. Começamos a tirar a fralda durante o dia, mas as tentativas não passaram de dois dias, pois a baixinha começou a prender o xixi e o cocô, chegando a ficar um dia inteiro sem fazer nada, e chorando muito com dor. Não hesitei em devolvê-la às fraldas, achando que não era o momento certo de desfraldar, e assim ela seguiu tranquila durante todo esse ano.

Eu sempre acreditei que cada criança tem seu tempo, e achei mais prudente esperar que ela própria me desse sinais de que já era a hora, sem pressa.

Agora, finalzinho de novembro, a professora da Lara me chamou pra dizer que ela não queria mais ficar de fralda na escola (nenhum amiguinho usa fralda) e eu falei que a deixasse de calcinha que nós também faríamos o mesmo em casa.

O processo seguiu tranquilo (ela só fez xixi na calcinha umas duas vezes) e de repente nem xixi à noite Lara fez mais. Pronto, adeus às fraldas sem traumas, sem sofrimento e no tempo dela.

Confesso que fiquei meio espantada de como o processo foi rápido e tranquilo, mas aí recebi por e-mail um trecho do livro “A auto-estima do seu filho”, de Dorothy Corkille Briggs, que me fez entender direitinho tudo o que aconteceu.

Transcrevo aqui, para quem mais precisar de luz nesse assunto:

“Muitas pessoas receiam que a regressão temporária detenha o crescimento. Achamos que jamais conseguirão crescer se não estiverem avançando. Por mais estranho que pareça, temos confiança na capacidade das plantas de crescerem. Colocamos a semente num clima propício e acreditamos no pótencial que lhe permite desenvolver-se no seu próprio tempo, a seu modo. Atrasos no crescimento, ou algumas folhas murchas, não nos preocupam. Se alguma coisa nos parece errada, examinamos as condições que cercam a planta. Mas não a puxamos, nem tentamos distender as suas folhas.
Às vezes temos menos fé na capacidade de crescimento de nossos filhos do que de nossas plantas. Pressionando, insistindo e proibindo, procuramos forçá-los a crescer. Quando não há progresso, voltamos nossa atenção para as crianças e não para o clima que as envolve. Esquecemos que, como a semente, cada criança tem seu ritmo de crescimento.
(…) O crescimento não é uma progressão pronta, para frente e para cima. É um caminho sinuoso: três passos à frente, dois para trás, um para os lados, uns poucos momentos parados antes de um outro salto à frente.
(…) Todo crescimento implica numa incerteza. “Como será isso?”, “Será perigoso?”, “Haverá problemas se eu fizer isso?”. Caminhar na direção do desconhecido pode transformar-se em ansiedade. A criança que se sente segura em poder recuar precisa de muito menos coragem para aventurar-se porque seu caminho de volta não foi bloqueado.
A opção do recuo sem desonra torna a criança mais capaz de enfrentar o desconhecido.
(…) Isso quer dizer que você deve adotar uma atitude passiva e não fazer nada em relação ao crescimento? Não, absolutamente. Introduza novas experiências atraentes quando parecer que a criança está praparada. Estimule-a, gentilmente, a enfrentar situações novas. Mas ao mesmo tempo, respeite a sua preferência no caso dela rejeitar ou recuar. Forçar o crescimento apenas faz com que a criança se apegue ainda mais ao que é antigo… O respeito ao padrão de crescimento da criança, e à sua necessidade de segurança, é prova concreta de amor.”

4 comments December 7th, 2008

A janelinha

Alguém já viu uma janelinha mais linda do que essa?

Pra mim é a mais linda de todas que já vi, pois é a primeira janelinha de um filho meu.

Antes de ontem, quando ele chegou correndo da sala com o dentinho na mão, todo sorridente, meu coração deu pulinhos de alegria e emoção.

Meu menino tá crescendo!

6 comments October 12th, 2008

E viva os 3 anos da Lara!!

Ontem fizemos uma festinha na escola pra comemorar os 3 anos da Larinha! Ela tava muito feliz no meio dos coleguinhas.

Um deles, o Lucas, esse de roupa branca junto dela, nasceu no mesmo dia, e comemoramos os dois aniversários juntos!

O bolo foi eu que fiz, e essa semana tava assistindo uma entrevista com a J.K. Rowling, escritora do Harry Potter, e ela disse que não sabe cozinhar muito, mas gosta sempre de fazer os bolos de aniversário dos filhos, pois assim se sente mais mãe. E foi exatamente esse o meu sentimento…

1 comment October 11th, 2008

Final da saga do dedo na boca (ou Santa Hello Kitty!)

Quem acompanhou o nascimento da Lara, sabe que desde recém-nascida ela já enfiou o dedo na boca e não largou mais. Por achar o dedo mais complicado de tirar depois, até tentei introduzir a chupeta, mas não adiantou, ela só queria o dedo.

O dedo na boca estava vinculado à uma fraldinha de pano, e sempre que ela estava com sono ou queria se aconchegar por algum motivo (pra se consolar de um choro, quando tava doentinha, etc), agarrava a fralda e metia o dedo na boca. Dormia rapidinho desse jeito.

Acontece que ao chupar o dedo, os dentinhos de baixo da Lara roçavam nele, e isso foi criando um calo. Era até engraçado… quando alguém a via chupando dedo e perguntava, ela tirava o dedo da boca pra mostrar o “dodói” (calo).

Já tava dando até pra notar alteração na arcada dentária superior, inclusive com os dentes da frente ficando um pouquinho separados. Isso me afligia muito, mas não tinha jeito de fazer a Lara parar com aquela mania, era uma coisa sagrada pra ela.

Até que um dia o tal calo no dedo inflamou. Começou a ficar meio amarelado (não sei se tinha pus dentro) e avermelhado em volta. Conversei com ela dizendo que o dedinho estava dodói, que ia colocar remédio e um bandaid pra proteger, e que ela não poderia chupar o dedo. Comprei uma caixa de bandaids da Hello Kitty, o que ajudou muito pra Lara aceitar aquele curativo. E todo dia colocava Rifocina e o bandaid em cima.

Nos três primeiros dias foi uma tortura pra Lara dormir sem chupar o dedo! Era um sofrimento! Ela ficava agitada, chorosa, olhava pra mim com os olhos cheios d’água e dizia: mamãe, eu “goto” muito de chupar meu dedinho… E eu ficava com meu coração pequenininho, e tentava redobrar os carinhos, aconchegava no meu colo, tentava tirar um pouco daquela aflição até ela dormir. Mas isso só durou 3 dias!!

Eu reforçava com ela que o dedinho ia ficar bom, que os dentinhos dela não iam mais ficar feios porque ela não ia mais chupar o dedo, e o aos pouquinho o sono começou a chegar sem tanto sofrimento. A mão ainda chegava involuntariamente perto da boca, mas ela lembrava e tirava, e assim foi superando esse vício.

O calo desinflamou, caiu, e o dedo ficou novinho em folha, lisinho, bonitinho de novo. E eu continuei colocando o bandaid ainda por uns 10 dias com a desculpa de que o dedo ainda tava sarando.

Pois foi o suficiente.

Isso tudo aconteceu em agosto, e hoje Lara tá feliz por não chupar mais o dedo e por ele estar bonitinho (o calo era feio). E vocês acreditam que em trinta dias a arcada dentária já tinha voltado ao normal e os dentes da frente já não estavam mais tão separados?!

Agora ela dorme tranquila e sem dedo. E a gente também ficou muito feliz com o desfecho de uma história que imaginávamos ser bem mais complicada de resolver.

Add comment October 11th, 2008

Caminhando contra o vento…

Mais uma vez meu filhote partipou do Center Shopping Fashion Verão, realizado aqui em Uberlândia, de 22 a 25/09/2008.

As crianças deram um show à parte, dessa vez ao som de “Alegria, alegria” do Caetano, desfilando os quatro dias no melhor do estilo new-hippye.

E eu, pensando que esse ano minha emoção seria diferente, me enganei por completo. Não teve um dia em que o coração não batesse acelerado e pelo menos uma lagrimazinha não rolasse do canto do olho quando Arthur entrava na passarela! Lindo, lindo!

Quem quiser conferir o post do desfile de 2007, é só clicar aqui.

6 comments September 27th, 2008

Susto

Amanhã vai fazer uma semana do enorme susto que eu tomei!!

Dia 15/09/2008, segunda-feira passada, eu estava no trabalho à tarde, quando me ligaram da escola dizendo que Arthur tinha levado uma pancada na cabeça, tinha ferido, e já estavam levando ele pro hospital.

Nem preciso dizer que sai do trabalho feito uma louca, nem sabia direito o endereço do hospital, fui dirigindo e rezando, rezando, pedindo calma e tranquilidade pra mim e que não tivesse acontecido nada demais.

Que alívio quando vi meu filho!

Ele tava calmo, de mãos dadas com a professora (que aliás se mostrou super carinhosa, dando beijinhos na mão dele) e aparentemente bem. O ferimento foi acima da testa, já onde começa o cabelo, mas foi mais um arranhão grande, não teve corte nem teve que levar ponto. Também tinha uma raladura no rosto. O problema maior foi a pancada, pois na hora ele ficou meio tonto, com ânsia de vômito e bem molinho.

O médico falou que era só pra observá-lo por 3 dias, porque se tivesse acontecido alguma coisa pior os sintomas seriam febre, vômito, tontura, sonolência excessiva e graças à Deus ele não apresentou mais nada disso. De noite já queria brincar como se nada tivesse acontecido.

Ele me contou que tava correndo com os coleguinhas e tropeçou, e aí bateu a cabeça numa parede. E se assustou muito porque saiu muito sangue. 

Meu coração de mãe ficou pequenininho vendo o meu filho naquele estado, mas graças à Deus e ao anjo da guarda de Arthur, tudo não passou de um susto!!!

4 comments September 21st, 2008

Caras e bocas

De uma baixinha que não pode ver uma câmera fotográfica na frente!

caras e bocas

8 comments September 13th, 2008

1º Lugar!

Pois é!!

Arthur tirou 1º lugar de Minas Gerais, na categoria 4-6 anos, no campeonato LEGO, com sua Igreja de Congonhas do Campo.

Modéstia à parte, foi merecidíssimo!!

Ele ficou super feliz e nós, radiantes!

Quero agradecer a todos os amigos que votaram no meu filhote e ajudaram no resultado final!

5 comments September 13th, 2008

Coca-Cola é isso aí!

Lara nunca tinha visto uma Pepsi.

Esse final de semana compramos uma, e depois do almoço, como é costume nos finais de semana, a baixinha pediu “Coca”.

- Não tem Coca, filha, só tem Pepsi.

Ela olhou pro copo sem entender nada, tomou um gole e perguntou:

- O nome dessa Coca é Pepsi?

10 comments July 28th, 2008

Novidades

Faz tempo que não atualizo o blog, mas por pura falta de tempo mesmo… Então, vamos às novas:

Agora eu tenho uma roqueira em casa! Olhem a cara de mau, olhem o estilo do cabelo, olhem o detalhe da mão!

Não é nada disso, foi só pose pra foto mesmo!! Ela tava brincando com a guitarra-controle do PlayStation2, do jogo Guitar Hero, e aí a gente fotografou. Não ficou uma gatinha?

Arthur anda jogando muito PS2 (nas férias pode) e inventando mil e uma coisas com seus milhares de Legos. Aliás, as duas únicas coisas que conseguem fazê-lo ficar horas e horas concentrado.

Ele ama Lego, desde pequeno com aquelas peças maiores, e até hoje com as pecinhas minúsculas e detalhadas. Pra mim foi o melhor investimento em brinquedo que já fizemos, pois é uma coisa que dura pra sempre (sabendo cuidar pra não perder), não enjôa, não tem limite de idade. E estimula a criatividade, concentração e coordenação motora.

Ele fica super empolgado com as coisas que faz, aí viu dia desses na televisão que ia ter um campeonato de Lego e me pediu pra inscrevê-lo. Assim fiz, e agora ele está concorrendo com crianças de todo o Brasil. Quem quiser votar no meu baixinho, é só entrar em Campeonato Lego, clicar no Estado de Minas Gerais e votar na construção da Igreja de Congonhas do Campo, de Arthur.

Ficou legal, né?

11 comments July 18th, 2008

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